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Reserva de Emergência: Guia Completo de Como Fazer a Sua

Descubra tudo sobre a reserva de emergência: o que é, quanto guardar e onde investir para garantir sua segurança financeira.

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Neste post, vamos explorar um dos conceitos mais cruciais para a saúde financeira: a reserva de emergência. Ter uma reserva de emergência bem estruturada pode ser a diferença entre navegar por períodos turbulentos com calma ou se afogar em dívidas e estresse. Vamos abordar sobre o que é uma reserva de emergência, por que é vital, e onde investir seu dinheiro para garantir segurança e liquidez.

O que é uma Reserva de Emergência?

A reserva de emergência é um fundo financeiro destinado a cobrir despesas inesperadas. Imagine perder o emprego, enfrentar um problema de saúde ou ter que fazer um reparo urgente na casa. Esses imprevistos podem ocorrer a qualquer momento e, sem um fundo de emergência, você pode acabar recorrendo a empréstimos com juros altos ou até mesmo caindo no uso excessivo do cartão de crédito.

A Importância de uma Reserva de Emergência

Ter uma reserva de emergência é essencial para garantir sua estabilidade financeira. Com um fundo de emergência, você não apenas se protege contra imprevistos, mas também evita o estresse financeiro que pode impactar sua qualidade de vida. Além disso, uma reserva bem estabelecida permite que você tome decisões financeiras mais inteligentes e estratégicas, sem a pressão de resolver crises imediatas.

Vale ressaltar que, para você que deseja investir, é imprescindível já ter sua reserva de emergência bem consolidada antes de alocar seus recursos em sua carteira de investimentos.

Quanto devo Guardar na Minha Reserva de Emergência?

A quantia ideal para a sua reserva de emergência pode variar de acordo com suas despesas mensais e sua situação pessoal. Uma regra geral é manter de três a doze meses de suas despesas mensais básicas. Caso você tenha previsibilidade de renda e estabilidade no emprego, como pessoas que são concursadas ou servidores públicos, uma reserva de três meses é o suficiente, mas caso você não tenha um salário bem definido e sua fonte de renda varia todo mês, como pessoas autônomas ou empreendedores, uma reserva de doze meses é a mais recomendada. Para determinar esse valor, siga os seguintes passos:

  1. Calcule suas despesas mensais: Inclua gastos com moradia, alimentação, transporte, saúde e outras despesas essenciais.
  2. Multiplique por 3 a 12 meses: Isso garantirá que você tenha um colchão financeiro suficiente para enfrentar períodos de incerteza.

Exemplos Práticos

  • Se suas despesas mensais são R$ 3.000,00: Sua reserva de emergência deve ser entre R$ 9.000,00 e R$ 36.000,00.
  • Se suas despesas mensais são R$ 5.000,00: Sua reserva de emergência deve ser entre R$ 15.000,00 e R$ 60.000,00.

Onde Investir a sua Reserva de Emergência?

Agora que você sabe quanto precisa guardar, vamos explorar onde investir esse dinheiro. É essencial que a reserva de emergência esteja em um lugar seguro, com liquidez imediata e baixo risco.

1. Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título público emitido pelo governo brasileiro que acompanha a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. É uma das opções mais seguras e recomendadas para a reserva de emergência.

Vantagens:

  • Segurança: Garantido pelo governo federal.
  • Liquidez diária: Você pode resgatar o dinheiro a qualquer momento.
  • Rentabilidade: Acompanha a taxa Selic, oferecendo rendimentos acima da poupança.

Desvantagens:

  • Incidência de IR: Os rendimentos são tributados conforme a tabela regressiva de Imposto de Renda, em que a menor alíquota (15%) é atingida após dois anos de investimento.

2. CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com liquidez diária

Os CDBs são emitidos por bancos e oferecem uma rentabilidade superior à poupança, especialmente os CDBs com liquidez diária. Procurar CDBs de bancos grandes (Bradesco, Caixa, Itaú, Banco do Brasil e Santander) que rendem pelo menos 100% do CDI, que é a taxa de juros dos bancos, essa taxa acompanha a Selic, possuindo praticamente o mesmo valor.

Vantagens:

  • Rentabilidade superior à poupança: Acompanha a taxa Selic, pois o CDI tem um valor praticamente igual ao da Selic.
  • Segurança: Cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para valores até R$ 250.000,00 por CPF por instituição financeira.

Desvantagens:

  • Incidência de IR: Os rendimentos são tributados conforme a tabela regressiva de Imposto de Renda, em que a menor alíquota (15%) é atingida após dois anos de investimento.

3. Fundos DI

Os fundos DI Selic simples são uma outra opção para alocar sua reserva. Eles investem em títulos do tesouro Selic, ou seja, provavelmente, vão render igual ao tesouro Selic. Porém só vale a pena caso eles não cobrem taxa de administração, que é algo comum para esse fundo.

Vantagens:

  • Gestão profissional: Administrados por gestores experientes.

Desvantagens:

  • Come-cotas: Os fundos cobram impostos a cada seis meses em cima da sua rentabilidade, diferentemente de aplicações ativas que só cobram uma vez no vencimento ou na venda antecipada.

Estratégias de Manutenção da Reserva de Emergência

1. Disciplina e consistência

Manter a disciplina é crucial para assegurar que sua reserva de emergência esteja sempre intacta. Evite usar esse dinheiro para despesas não emergenciais e faça contribuições regulares para mantê-la robusta.

2. Reavaliação regular

Reavalie sua reserva de emergência periodicamente. Se houver mudanças significativas em suas despesas ou renda, ajuste o valor da sua reserva para refletir essas mudanças.

3. Evite investimentos de alto risco

Não invista sua reserva de emergência em ativos de alto risco ou baixa liquidez, como ações ou imóveis. A prioridade é a segurança e a acessibilidade do dinheiro.

Conclusão

Construir e manter uma reserva de emergência é essencial para garantir sua tranquilidade financeira. Ao entender o que é uma reserva de emergência, quanto guardar e onde investir, você estará preparado para enfrentar qualquer imprevisto com segurança e confiança.

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